segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ex-chefe da casa civil no Acre será Secretário no DF

Deputado eleito e diplomado, Luis Carlos Pitman (PMDB), chefe da Casa Civil do Acre no Governo Edmundo Pinto, será secretário de Obras do Distrito Federal.

Irá administrar um dos orçamentos mais generosos do país na região de construções e edificações públicas e privadas mais caras que se tem notícia.

É no DF onde mais se constrói e onde sobram denúncias de licitações dirigidas, sobrepreços e superfaturamentos semelhantes aos que motivaram a execução do governador dos acreanos naquele 17 de maio de 1992. Foi o que obrigou a renúncia do mensaleiro governador José Roberto Arruda, meses atrás, e gerou um rombo ainda inestimado nas contas públicas da capital federal.

Luís era, então, Piestchmann. Alterou o sobrenome para descomplicar a vida dos eleitores na vitoriosa campanha eleitoral, o que lhe fez o mais votado com mais de 50 mil votos em Brasília. Foi apontado textualmente pelo pai do governador morto, Pero Veras, como um dos envolvidos diretos na eliminação de Pinto. Livrou-se das acusações e não é visto no Acre em quase uma década.

No DF era próximo a Joaquim Roriz, ex-governador assistencialista, explorador da pobreza e miséria alheia, que em troca de votos atraiu milhões de nortistas e nordestinos com promessa de emprego e renda, tornando o entorno (cidades satélites) de Brasília imensos bolsões de miséria onde a violência brota descontrolada e se alastra em ritmo alucinante. Roriz é ficha suja barrado pelo TSE para disputar o Governo do DF no último dia 3 de outubro em razão de maracutais com verbas do contribuinte.

Aliás, foi no governo Roriz que Pitman construiu o monumental shopping center de sua propriedade avaliado em R$ 12 milhões à época, um dos vários empreendimentos que o fazem um dos empresários mais bem sucedidos do Centro-Oeste.

O que estranha a todos por aqui é a "dedicação" do empresário ao cargo que irá ocupar já a partir de sábado no Governo Agnelo Queiroz (PT). Ele receberá em 4 anos, em salários, o equivalente a R$ 1 milhão. No entanto, de acordo com declarações feitas por ele junto à Justiça Eleitoral, sua candidatura custou o dobro disso, sendo que somente de suas contas particulares vieram R$ 1,5 milhão. Obviamente, a este valor não foram somadas as doações feitas pelas suas empresas particulares e pelas empresas de amigos seus, simpatizantes de sua candidatura.

Do blog do Assem

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