segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Especialistas alertam para cuidados nas férias

Os cuidados com a alimentação das crianças e com o excesso de exposição ao sol não devem ser as únicas preocupações dos pais durante as férias escolares. Nesta época do ano, aumenta o número de acidentes domésticos. E cresce também a quantidade de crianças e adolescentes que sofrem quedas que podem provocar traumas nos dentes. Algumas dicas podem diminuir o risco.

“As crianças estão de férias, mas os pais nem sempre estão. Geralmente, nas férias, um coleguinha vai para casa do outro e quando você vê são cinco crianças correndo pela casa. Então, o melhor a fazer é tirar tapetes, passadeiras e mesas de centro do caminho para evitar que uma criança caia a bate com a boca no chão ou na mesa”, explica o cirurgião dentista Lauro Delgado, especialista em estética e reabilitação oral.

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Sofia Gramático, de 5 anos, caiu e sofreu corte na boca. A mãe tenta alertá-la, em conversas, sobre riscos | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia

Os riscos, no entanto, não se limitam à casa. É preciso estar atento quando os pequenos saem nas ruas. “Tem criança que sai correndo e isso é um problema porque, quando ocorre, ela não olha em volta. Ou seja, se tiver uma pedra ou qualquer diferença de altura no chão, ela pode tropeçar e cair. Entre os mais novos, que ainda não têm habilidade para se defender da queda, muitos quebram o dente da frente”, diz o dentista. “Outra possibilidade é bater com o rosto num carro parado ou num poste”.

Aos 5 anos, a pequena Sofia Campos Gramático já caiu e sofreu um corte na boca. Mãe da menina, Mariana Campos, 28, conversa sempre com ela para tentar alertar sobre os riscos. “Ela vive correndo e não olha para frente. Eu converso com ela e peço que ela tenha mais atenção. A gente tenta, mas criança é assim. Na rua, ela só anda de mão dada comigo”, conta Mariana.

A prática de esportes também exige atenção. Alguns, como o boxe e outras lutas, exigem o uso de protetor bucal de silicone. “Mas é complicado obrigar a criança a usar um protetor na boca para brincar num sítio, por exemplo. O ideal é uma conversa alertando sobre o que pode ocorrer e quais os cuidados a serem tomados. Os pais devem, ainda, explicar à criança que em caso de queda elas devem sempre tentar proteger o rosto”, conclui.

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