segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ouro foi o melhor negócio no ranking de 2010

Em 2010 não teve para ninguém: o ouro liderou o ranking dos investimentos mais rentáveis pelo segundo ano consecutivo. A cotação do metal no período apresentou alta de 32,26%. O gerente de operações da Ello Metais, Edson Magalhães, é testemunha da “corrida do ouro”. “O interesse dos clientes vem crescendo cerca de 30% a cada ano”, estima.

Contrariando o senso comum, Magalhães acredita que o ouro é um investimento de boa liquidez. “Muita gente vai falar que não, mas é uma liquidez crescente”, defende. “As empresas que operam com ouro oferecem preços de compra e venda todo o dia, ou seja, o investidor não corre o risco de não ter comprador para o seu metal. A não ser que a quantidade a ser vendida exceda os 20 quilos. Considere ainda que o spread de compra e venda na BMF tem diminuído muito. por diversas oportunidades não chega a 50 centavos”, conta.

O presidente da Associação Nacional do Ouro (Anoro), José Inácio Franco, acredita que não se deve investir mais de 10% do portifólio no metal. “Por ser um investimento volátil, o investidor pode sofrer perdas. O retorno passado não é garantia de retorno futuro”, observa.

Franco acredita que o ouro deve subir no futuro se o cenário econômico continuar de alto risco, se a situação de endividamento dos países desenvolvidos não for equacionada e se os juros reais dessas economias continuarem negativos. “Caso a situação se resolva, o ouro deve recuar”.

O consultor financeiro Angelo Guerreiro Costa tem uma opinião contundente sobre o tema. “Não investiria o meu dinheiro em ouro, pois o pior da crise já passou”.

Para Magalhães, o rendimento do ouro no Brasil ainda tem vida longa. “O ouro ainda tem tendência de valorização a longo prazo. Em dois anos, deve ter alta de 50% e isso é factível”, estima. “Mas claro que há alguns fatos no horizonte que podem fazer com que isso não aconteça”.

Como investir - Há duas maneiras de investir em ouro: pela Bolsa Mercadorias e Futuros (BM&F) ou no mercado de balcão, através de instituições financeiras como bancos e corretoras. Na primeira opção não é negociado o ouro físico mas um título representativo. No balcão, pode ser negociado tanto o ouro físico como o título.

Comprar o ouro físico não é aconselhável segundo os especialistas. “Não tem liquidez”, diz Angelo Guerreiro. Uma característica do investimento via BM&F é a venda a partir de 250 g e em múltiplos dessa quantidade.

Como alternativa a quem não tem muito dinheiro para investir em ouro, há empresas que disponibilizam quantidade menores. “Oferecemos barras de 10 g, 20 g e 50 g. Consideramos uma porta de entrada para o investidor”, diz Edson Magalhães.


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