sexta-feira, 29 de abril de 2011

Estudo sobre a causa do mal de Parkinson é aprimorado em 2011

Pesquisadores da Universidade Global de Londres anunciaram em abril, mês de conscientização da doença de Parkinson, uma forma computadorizada de mapear as conexões e funções do cérebro, possibilitando assim, uma possível cura da doença.

Os estudos possibilitam entender como os pensamentos e percepções são geradas e como essas funções deixam de funcionar resultando nas doenças como Alzheimer, esquizofrenia, mal de Parkinson, entre outras neurodegenerativas.

Sem causa definida, a doença ou mal de Parkinson, como é mais conhecida, é a segunda doença mais comum entre os idosos, atingindo mais de um em cada mil idosos na Europa. Em Portugal, cerca de 20 mil portugueses sofrem com a doença.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), citados no Jornal Folha de São Paulo, revelam que 1% da população acima dos 65 anos é portadora do mal de Parkinson. No Brasil, segundo a Associação Parkinson de Brasília, a estimativa é de que pelo menos 200.000 pessoas tenham a doença, que não atinge um grupo especifico de pessoas, mas, no entanto, os sintomas aparecem a partir dos 45 anos.

O Estado do Acre consta, nessa estimativa, 3,5% de pessoas doentes, equivalente a 71 casos do mal de Parkinson cadastrados na rede pública de saúde. Todos os pacientes recebem medicamentos e fisioterapia gratuitamente pelo estado.

Conhecendo a doença

O mal de Parkinson foi descoberto em 1817 pelo médico inglês James Parkinson que identificou os sintomas da doença que viria receber seu nome. A doença neurológica degenerativa não tem cura nem causa definida, mas outras formas de parkinsonismo existem, e as mais freqüentes são: parkinsonismo secundário, parkinsonismo atípico e parkinsonismo associado a outras doenças.

O parkinsonismo caracteriza-se pela disfunção dos neurônios produtores de dopamina, um hormônio produzido num ponto especial do cérebro. Entretanto, outras estruturas podem ser comprometidas pela falta do hormônio, como por exemplo, o núcleo pendículo-pontino e núcleo dorsal da raque, levando a anormalidade de outros neurotransmissores.

Na grande maioria dos casos a doença de Parkinson não é hereditária, isto é, não é transmitida de uma geração a outra através de determinado gene. No entanto, pessoas que tenham algum parente próximo acometido pelo mal de Parkinson apresentam probabilidade um pouco maior de desenvolverem a doença. Não se sabe ao certo a razão para que isso ocorra, mas admite-se que características genéticas possam aumentar a suscetibilidade à doença.

Principais sintomas

Os sintomas iniciais, como cansaço, fraqueza e pequenos tremores, são sinais suficientes para ocultarem os diagnósticos. No entanto, quando aparecem os chamados "sintomas primários", tais como: tremores, lentidão dos movimentos, dificuldade de levantar-se, locomover-se e mudanças na fala, tornando-se os aspectos típicos da doença que levam ao diagnóstico clínico.

A natureza, a gravidade e a progressão dos sintomas e sinais variam muito de um paciente para outro, por isso não é possível antecipar quais deles poderão afetar determinado paciente com doença, assim como a intensidade de suas manifestações. Ainda não existe um exame capaz de diagnosticar com eficiência o mal de Parkinson, porém, a observação dos sintomas torna-se a certeza da existência da doença. Os recém-diagnosticados costumam negar “o mal” a todo custo, por isso, muitos pacientes só passam a tomar os medicamentos quando os sintomas estão extremamente avançados, dificultando assim sua vida laboral.

Tratamento do Mal de Parkinson

No momento existem várias formas de tratamento para amenizar os sintomas do mal Parkinson. Na maioria dos casos, o tratamento com medicamentos associado ao tratamento não farmacológico, tais como; fisioterapia, fonoaudióloga, terapia ocupacional, costumam ser suficientes para melhorar consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes. .

A escolha dos medicamentos ou da combinação de medicamentos vai depender de vários fatores que incluem idade do paciente, tempo de doença, estágio da doença, sintomas predominante, tolerância individual, entre outros. Em alguns casos especiais o tratamento cirúrgico pode ser empregado, como por exemplo, em pacientes com excesso de tremores ou com algumas lesões causadas pelos movimentos involuntários.

Como conviver com a doença

O mal do Parkinson é uma doença difícil de tratar pela dependência do paciente, no entanto, a solidariedade e o carinho da família, aliados ao convívio com as associações de apoio, são fundamentais para resgatar a independência do paciente, que normalmente estão deprimidos e isolados da sociedade em função dos medicamentos.

Segundo o aposentado Lino Elias da Silva, 60 anos, “a presença dos familiares torna-se os responsáveis pela minha sobrevivência, pois tenho consciência das minhas limitações, e sempre tento relevar os problemas diários. Faço hidroginástica, fisioterapia, massagem, enfim, tudo o que é possível para levar uma vida melhor”, afirma.

De acordo com o neurologista, Renato Fonseca, para o parkinsoniano, lidar com a família pode ser mais difícil do que com a própria doença. “O comportamento dos que os cercam é crucial para o sucesso de seu tratamento - a compreensão e apoio, associado com a compreensão da família, é primordial para a qualidade de vida do paciente”, explica.

Não há como negar as dificuldades de se conviver com o mal de Parkinson, mas fugir do mundo, se excluir, é a pior alternativa. É possível conseguir, com apoio e sensibilidade da família e amigos, uma boa qualidade de vida nos dias que virão.

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