quarta-feira, 20 de abril de 2011

Gladson quer debate sobre frigoríficos e pecuaristas na Comissão da Amazônia

“O Estado do Acre não pode ficar refém de uma situação de litígio, considerada até certo ponto abstrata, e que poderá se traduzir numa quebradeira econômica sem precedentes”. Com estas palavras o deputado federal Gladson Cameli (PP-AC), pediu apoio na Comissão da Amazônia para impasse de frigoríficos e pecuaristas do Acre.

Em reunião com os membros da Comissão da Amazônia, onde é presidente, o deputado federal Gladson Cameli pediu apoio dos seus pares, para tentarem, em conjunto, resolverem o impasse entre os frigoríficos do Acre, o Ministério Público Federal e o Ibama.

Conforme explicou Gladson Cameli, o MPF e o MP do Acre enviaram recomendação conjunta ao Instituto Nacional de Meio Ambiente (Ibama) e ao Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) para que sejam emitidas multas e procedido o embargo de áreas em grandes fazendas do Estado, e que tenham ocorrência comprovada de desmatamento em áreas de preservação permanente (APP).

Para que a medida tenha um efeito mais contundente, já que a sustentabilidade dessas grandes fazendas é a criação bovina para abate, proibiu os frigoríficos do Estado de comprar bois dessas fazendas, sob penas de multas que, somadas, podem chegar a mais de dois bilhões de reais.

Essas multas, segundo o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Acre, Assuero Veronez, ultrapassam o valor de toda a criação de gado do Acre. Agora, como os frigoríficos continuam comprando, sob a alegação de que eles próprios não podem fiscalizar a administração das fazendas, as entidades federais entraram com uma Ação Civil Pública contra os frigoríficos
Em reunião na Assembléia Legislativa do Acre, Veronez explicou que os 14 frigoríficos, abatem 500 mil animais ao ano, e produzem 100 mil toneladas de carne, totalizando uma movimentação de mais de R$ 700 milhões de reais.

Apesar de a Federação de Agricultura e Pecuária no Acre, já ter entrado com o um pedido de liminar para cancelar o embargo e as multas, Gladson Cameli disse que o problema exige solução pacífica e de consenso. O presidente da Comissão da Amazônia disse que, caso não sejam verificadas soluções nos próximos dias, convocará uma Audiência pública na Câmara, para que as diversas facetas do problema sejam colocadas novamente na mesa, para que a atividade pecuária no Acre não fique inviabilizada.

Gladson ainda disse que sua preocupação se estende aos demais Estados do Norte, já que as medidas tomadas no Acre poderão ser copiadas pelos outros Ministérios Públicos Federais, virando uma bola de neve que destruirá a indústria bovina de toda a Região Norte. Precisamos levar esse tipo de problema para a Câmara dos Deputados, até mesmo para que os nossos colegas deputados se sensibilizem da necessidade de votação do Código Florestal. Com o novo código, muitos desses problemas serão resolvidos sem a necessidade de pendengas judiciais.

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