terça-feira, 26 de abril de 2011

Promotor de justiça consegue pena máxima a homicida em Cruzeiro do Sul

Marinildo da Silva Melo foi condenado a 30 anos de prisão em regime inicialmente fechado pela morte de um agricultor na zona rural de Cruzeiro do Sul, registrada há três anos. O julgamento foi realizado no último dia 14, no projeto de assentamento Santa Luzia, a 50 km da sede do município, onde o crime aconteceu.

A pena máxima era defendida pelo promotor de justiça substituto Iverson Bueno que esteve no local do crime na busca de detalhes sobre o fato e para fazer uma reconstituição, o que segundo ele “foi decisivo para o conselho de sentença reconhecer todas as qualificadoras sustentadas em plenário durante o julgamento”.

“Todos os documentos necessários foram juntados aos autos para demonstrar a elevada culpabilidade, personalidade e conduta social negativa do réu, antecedentes e reincidência e, em especial, as circunstâncias e conseqüências do crime, o que foi exaustivamente exposto ao conselho de sentença através de fotografias e imagens cedidas pela imprensa local”, completou o promotor.

Marildo Melo é dono de uma extensa lista criminal. Em 2006 ele foi condenado à pena de 18 anos de reclusão por ter matado com um tiro de espingarda uma mulher grávida, que anteriormente tinha lhe denunciado à polícia pelo furto de galinha. Três anos depois, foi para o regime semi-aberto, e após ter cumprido um sexto da pena, não mais retornou. Em menos de dois meses, Marinildo assassinou cruelmente mais duas pessoas.

Foragido ele tentou furtar uma residência na comunidade Lagoinha, e acabou matando o dono da propriedade com várias terçadadas, sendo condenado pelo crime de latrocínio à uma pena de 24 anos de cadeia.

A terceira vítima foi José Francisco que morreu em decorrência de várias pauladas que recebeu na cabeça. O assassino utilizou uma imbaubeira de três metros de comprimento, a que se quebrou com a força do impacto, vindo ainda a desferir outros golpes quando o homem já estava caído.

“A presença do Estado, representada apenas por um policial civil e agora com o encaminhamento de três policiais militares para a região, aliado ao fato das audiências e agora um júri realizado, mostrando à população que o juiz, o defensor público e promotor de justiça devem estar próximos das comunidades mais distantes, visa assegurar o Estado Democrático de Direito e principalmente a dignidade da pessoa humana, às quais vivem ainda à margem da ausência de informação e total falta de segurança pública”, finalizou.

Agência de Notícias - MP/AC
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