sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Major Rocha cobra resultado de investigações na Saúde do Acre

Os problemas do sistema público de Saúde foram o foco do discurso do deputado Major Rocha (PSDB) nesta quinta-feira, 29, no plenário da Assembleia Legislativa.

Ele propôs ao governo do Estado a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento na região da Baixada da Sobral e ainda cobrou os resultados da investigação feita pela Procuradoria Geral do Estado a respeito de denúncias de desvio de verbas na Secretaria de Saúde que teriam sido realizadas na gestão do governador Binho Marques (PT).

Major Rocha questionou os critérios utilizados pelo governo para a escolha dos locais para a implantação de UPAs em Rio Branco. Ele ressaltou que apesar de grande parte da população da Capital está localizada na Baixada da Sobral ainda assim o governo não deu uma atenção especial para os serviços essenciais daquela comunidade.

“Uma boa parte da população da Capital reside naquela região e no Calafate que fica próximo. Não tenho dúvidas de que a população do Segundo Distrito merece uma UPA, mas o povo da Baixada também precisa de uma atenção especial”.

Investigação

O parlamentar lembrou ainda que já faz quase um ano que foram feitas as denúncias de desvio de verbas no Tratamento Fora de Domícilio e até o momento a população não obteve respostas sobre o desvio ou punição para os responsáveis. Ele aproveitou esse ponto para fazer críticas à Procuradoria Geral do Estado e ao Ministério Público Estadual.

“A PGE se encarregou da investigação, mas até o momento não trouxe respostas para a população. Queremos respostas porque é dinheiro público. A maioria dos envolvidos foi embora do Acre e o povo merece explicação sobre o que aconteceu com essa investigação. Não vimos nem ao menos a manifestação do MP sobre essa questão”.

TFD

Outra questão envolvendo a Saúde diz respeito ao pagamento da ajuda de custo aos pacientes do TFD. Para o parlamentar o valor estabelecido é muito baixo para suprir as necessidades dos enfermos e acompanhantes. Ele solicitou que o governo do Estado reveja a situação e apresentou exemplos de outros locais que pagam valor superior.

“A população que sai de seu município para ser atendida em outros estados, pois aqui não consegue atendimento, recebe uma ajuda de custo que não supre as necessidades dela. Quem tem problema grave de saúde e não pode ser atendido em seu município não consegue sobreviver com uma ajuda de custo de R$ 300 durante o tratamento. Esta Casa tem facilidade de sentir os problemas da população e pode intervir para garantir um aumento nesse repasse. Aqui se costuma citar exemplo de outros estados e temos exemplo aqui de Rondônia que paga R$ 30 por dia durante o tratamento, que é pouco, mas é mais do que pagamos. O povo merece ser tratado dignamente”.

Yuri Marcel

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