sexta-feira, 30 de setembro de 2011

MG: membros de torcida organizada estão foragidos, diz polícia

O delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) de Minas Gerais, informou nesta quinta-feira que os 12 integrantes da torcida organizada do Atlético-MG Galoucura, que tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça pelo assassinato de um torcedor cruzeirense em novembro do ano passado, já são considerados foragidos.

De acordo com o delegado, desde quarta-feira, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências e nos locais de trabalho dos acusados. A polícia também procurou os envolvidos na sede da Galoucura, mas eles não foram encontrados.

O crime aconteceu no dia 27 de novembro de 2010, na saída de um evento de vale-tudo em uma casa de shows na avenida Nossa Senhora do Carmo, na região centro-sul de Belo Horizonte. Na ocasião, o torcedor do Cruzeiro Otávio Fernandes, 19 anos, que seria membro da organizada Máfia Azul, foi cercado e espancado até a morte pelos torcedores rivais.

As câmeras de segurança do estabelecimento flagraram o momento das agressões. Fernandes foi espancado com golpes na cabeça e, mesmo desacordado, foi atingido por cavaletes de trânsito jogados pelos acusados.

Os torcedores da Galoucura chegaram a ficar detidos por 30 dias, mas foram libertados por um mandado judicial em janeiro deste ano. Contudo, na última terça-feira, os desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) decretaram a prisão preventiva de todos os acusados.

Segundo Edson Moreira, as buscas pelo presidente da torcida, Roberto Augusto Pereira (o Bocão), o vice-presidente, Willian Tomaz Palumbo (Ferrugem), além dos diretores Marcos Vinícius Oliveira de Melo (Vinicin), Josimar Júnior de Souza Barros (Avatar) e Mateus Felipe Magalhães (Tildan) e mais sete envolvidos deve continuar. "Se estão fugindo, é porque estão devendo", disse.

De acordo com o advogado dos torcedores, Sérgio Isaias Meira, a decisão tomada pelos desembargadores ainda não foi pulicada no diário eletrônico do Tribunal de Justiça. Por isso, ele ainda não tem como recorrer e apresentar os recursos cabíveis para a defesa dos envolvidos. O advogado informou ainda que os acusados têm o direito de não se entregarem à polícia e que não orientou os clientes para que permanecessem foragidos

Terra

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