sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Oposição e Governo se desentendem com distribuição de emendas para estados



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Senadores promovem cabo de força
O envio de R$ 100 mil pelo senador Sérgio Petecão (PSD) ao Estado de São Paulo por meio de suas emendas parlamentares criou o mais recente cabo de guerra entre governo e oposição. Para rebater críticas recebidas em reportagens tidas pelo senador como encomendadas, Petecão apresentou dados mostrando que ele não é o único membro da bancada federal a enviar recursos para outros Estados.
Na lista de Petecão estaria o próprio governador Tião Viana, que ocupou cadeira no Senado até dezembro de 2010. Para tirar as dúvidas de seus leitores nesta guerra de números, Agazeta.net fez um levantamento junto ao portal do Orçamento, do governo federal. Nele estão todas as emendas apresentadas pelos 11 membros da bancada em Brasília.
Conforme os dados, Tião Viana de fato alocou parte de suas emendas de 2010 para outros Estados, conforme rebateu Petecão. Ao todo, o então senador separou R$ 1,2 milhão para o Fundo Nacional de Saúde. Parte desta verba seguiu para o Comando da Aeronáutica (R$ 500 mil) e outra para a Rede Sarah (R$ 200 mil), conjunto de hospitais especializado em traumatologia.
Já a Fundação Universitária de Cardiologia de Brasília foi agraciada com outros R$ 500 mil. Outro alvo de Petecão foi seu colega de Casa, o petista Jorge Viana: ao todo, o senador destinou R$ 800 mil para fora do Acre; R$ 300 mil para a Rede Sarah e mais R$ 500 mil ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
O deputado federal Taumaturgo Lima (PT) separou R$ 650 mil para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Flaviano Melo (PMDB) repartiu da seguinte forma suas emendas: Rede Sarah (R$ 100 mil), unidades de saúde de SP (R$ 200 mil), Universidade Federal do RJ (R$ 200 mil) e Embrapa (R$ 150 mil).
Gladson Cameli (PP) também destinou a SP outros R$ 100 mil e igual valor para a Rede Sarah. Segundo o senador Sérgio Petecão, o envio de emendas para unidade de saúde fora do Acre é uma forma de ajudar os Estados que recebem acreanos em tratamento. “É uma obrigação para o representante político garantir o atendimento fora de domicílio previsto, inclusive na saúde estadual”.       
Por conta de erro no sistema do governo, não foi possível ter acesso aos dados do senador Anibal Diniz (PT), além dos deputados Márcio Bittar (PSDB) e Sibá Machado (PT). Já as emendas das deputadas Antônia Lúcia (PSC) e Perpétua Almeida (PCdoB) foram todas destinadas para o Acre. Ao todo, cada parlamentar tem direito a até R$ 13 milhões em emendas.

Fabio Pontes


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