terça-feira, 31 de janeiro de 2012

SP: 'Deus deu uma 2ª chance', diz mãe de jovem que esperou socorro

A dona de casa Fátima Carvalho Soares, 40 anos, está aliviada. Até este domingo ela tinha medo de que sua filha, Caroline Laila Soares, 19 anos, estivesse morta. "Deus decidiu dar uma segunda chance para minha filha", afirmou Fátima. Caroline foi resgatada na noite de domingo de dentro de um córrego, às margens da rodovia Eliezer Montenegro Magalhães (SP-463), no município de Populina (SP), após esperar três dias por socorro, depois que seu carro capotou numa ribanceira e caiu no córrego. Debilitada, a jovem chegou a dizer para as equipes de socorro que o acidente tinha ocorrido na noite de terça-feira. A mãe de Caroline, entretanto, confirmou que a filha estava desaparecida desde a noite de quinta.
"Estávamos todos desesperados procurando por ela desde quinta-feira, quando saiu de Iturama (MG) para dormir na casa da avó, em Alexandrita (MG)", contou. "Mas no meio do caminho, ela se lembrou de um sonho com a morte de um amigo que mora em Jales (SP) e decidiu ir lá vê-lo. No caminho, ela dormiu e perdeu o controle do carro", contou. Fátima disse que Caroline, antes do acidente, chegou a ligar para a avó, mas não contou para onde ia. "Procuramos minha filha em canaviais, em diversas outras estradas. Até em cidades do Mato Grosso Sul nós procuramos", contou.
Com o passar dos dias, Fátima pensou que a filha pudesse estar morta. "Rezei muito, eu queria encontrar minha filha, estivesse viva ou estivesse morta", contou. O fim do desespero da família, que mora em Iturama, ocorreu na noite de domingo, quando um homem ligou para o pai de Caroline avisando que a filha estava ferida, vítima de um acidente. O homem e a namorada passavam pelas proximidades do córrego quando viram Caroline. "Ela ainda teve forças de dar o número do telefone do pai dela para o casal", disse. A namorada ligou para o Samu.
A enfermeira Irislene Maldonado, do Samu de Fernandópolis, foi a primeira profissional das equipes de resgate e encontrar Caroline. "Ela estava no córrego, deitada no barranco, com água nos ombros. Estava muito debilitada, mas consciente", contou. "Não deixamos que ela conversasse muito porque a água estava fria e ela tinha dores por todo o corpo", contou. Segundo Irislene, depois dos primeiros procedimentos - aplicação de soro por veia e abrigo com mantas térmicas para amenizar a hipotermia - os bombeiros iniciaram as operações de resgate, que tiveram de ser por rapel.
Fátima viu a filha na entrada do Pronto-Socorro da Santa Casa de Fernandópolis. "Ela estava muito debilitada, mas me reconheceu, embora não falasse coisa com coisa e nem soubesse em qual cidade estava", disse. Na manhã desta segunda-feira, Fátima voltou ao hospital, onde a filha está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). "Graças a Deus, ela não corre mais risco de vida, mas está desidratada e com anemia, por isso, os médicos decidiram que vão esperar ela se recuperar para fazer uma cirurgia", contou. "Minha filha nasceu de novo", completou.

Terra

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