sábado, 24 de março de 2012

O destino na palma da mão .

A abertura da terceira rodada do campeonato acreano de futebol, realizada na noite de quinta-feira (22), no estádio Florestão, era portadora de uma curiosidade para a qual provavelmente poucos torcedores tenham atentado. Dois dos times, no caso os do jogo preliminar, ainda não haviam vencido, e dois outros, os do jogo de fundo, ainda não haviam perdido.
Desta forma, tanto em um caso quanto no outro, se poderia dizer que se tratava de jogos cruciais para as respectivas equipes. Para os que ainda não haviam vencido a partida representava um ponto de virada no campeonato. Enquanto isso, para aqueles que ainda não haviam perdido o jogo representava uma espécie de ponto de reafirmação dos seus poderios.
Nas entrevistas iniciais a tônica de todos os envolvidos era exatamente essa. Enquanto os defensores de Juventus e Andirá (virgens de vitórias) declaravam que, apesar de respeitar o adversário, precisavam de um triunfo, o discurso dos defensores do Rio Branco e do Independência falavam justamente da expectativa de passar por cima um do outro.
A tensão do jogo preliminar era evidente. O Andirá, apesar de haver jogado razoavelmente bem nas duas partidas anteriores, não havia somado um só pontinho. Precisava pontuar de qualquer jeito. Pelo lado do Juventus, com todos os cuidados que haviam sido tomados para o clube fazer bonito na competição, um pontinho em seis disputados era praticamente nada.
O resultado de tanta tensão? Dificilmente poderia ser outro. Jogadores nervosos, errando lances de fácil execução, pouca produtividade, muito mais marcação e chutão pra todo lado do que algum tipo de jogada mais elaborada e, pra não dizer que o cronista não gosta de falar de flores, um quebra-pau no fim do jogo. O placar final? Dois gols para cada lado.
Consumado o empate entre Águia (Juventus) e Morcego (Andirá), chegou a vez do choque dos invictos. Quem iria cumprir a promessa de atropelar quem? Se o Rio Branco tinha um "Baú" e um "Pitbull", o Independência respondia com "Pé de Ferro" e "Jereca". Em outras palavras, pau a pau inclusive na onomástica peculiar dos seus artistas.
Como se destinados a protagonizarem o espetáculo, foram os nomes que compõem esse quarteto que decidiram a sorte do jogo. O goleiro "Baú" desencontrando-se da bola que chegou à sua meta; o volante "Pitbull" marcando o gol do Estrelão; o atacante "Jereca" empatando para o Tricolor; e o zagueiro "Pé de Ferro" implantando a lei nas imediações da sua área.
Desfecho: tudo terminou como começou. Juventus e Andirá permanecem sem ganhar um joguinho, enquanto Rio Branco e Independência continuam na sua invencibilidade. Mas a água, mesmo finda a alagação, continua a rolar sob as pontes. Os erros ainda podem ser corrigidos. O destino é só um conjunto de linhas traçadas na palma da mão!

Francisco Dandão

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