terça-feira, 27 de março de 2012

Romário faz papel de Arthur Virgílio .

O ex-senador amazonense Arthur Virgílio ficou conhecido como a voz da oposição na imprensa durante o governo Lula. O problema é que as palavras do nobre parlamentar se limitavam a frases de efeito evasivas, pouco fundamentas e que invariavelmente caíam no clichê típico de conversa de bêbado em botequim. Em 2010, acabou não se reelegendo apesar da constante presença na mídia com suas críticas.
O ex-jogador e deputado federal Romário parece atuar tipicamente como Arthur Virgílio. Em vários momentos recentes, sentou o pau por meio da imprensa e pelas suas contas na rede social na organização da Copa do Mundo e em seus promotores.
Disse, por exemplo, que o Mundial será o "maior roubo da história" e lamentou o fato do governo aprovar obras de emergência sem licitação. No seu discurso à la Virgílio, afirmou que o "governo engana o povo".
Em outro momento, falou que a saída de Ricardo Teixeira representava a eliminação de um "câncer". Também dentro das pérolas que soltou nos últimos dias, destacou que passaremos "vergonha" com a realização da Copa do Mundo.
Também cobrou porque não teve a presença de parlamentares em recente encontro da presidente Dilma com Joseph Blatter, presidente da Fifa, para aparar as arestas depois do mal estar provocado pelas críticas do secretário-geral da Fifa aos atrasos da organização do país para receber o Mundial - o famoso episódio em que o executivo dá um "chute no traseiro dos brasileiros" pela letargia nas obras.
No entanto, o mesmo Romário que pediu presença no encontro com Blatter, foi uma das principais ausências em um debate na semana passada na Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados sobre o Mundial – o ex-jogador é membro da comissão. O encontro teve apresentação do ministro Valmir Campelo, do Tribunal de Contas da União, um dos mais ativos órgãos na fiscalização dos gastos da Copa.
De acordo com relatos, Romário passou rápido pelo plenário da Comissão, assinou o livro de presença e foi embora.
O ex-jogador tem razão em pedir transparência nos gastos da Copa do Mundo num País viciado em desviar verba pública para fins escusos. Mas precisa ser menos verborrágico e transformar críticas em ações efetivas que passem a ideia para o público que como parlamentar não vive somente de discurso.
O ex-senador Arthur Virgílio, no fim, transmitia em suas frases de efeito na imprensa de que não passava de um falastrão, apesar de ter razão em vários momentos. Nós, eleitores, esperávamos que as palavras empoladas do então senador se transformassem em resultados práticos. Afinal, foi colocado no Congresso para isso. No fim, deu no que deu: não foi reeleito na última eleição.

   Manoel Façanha

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