sábado, 31 de março de 2012

SÉRIE C: cronista e advogado paraense diz que Rio Branco deveria ser rebaixado .

castilho_e_casasOs cronistas esportivos Carlos Castilho (E) e Alberto Casas durante conversa no Congresso Brasileiro de Cronistas Esportivos (ABRACE) Apesar dos vinte clubes que jogarão a série C de 2012 já estarem definidos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a participação do Rio Branco Futebol Clube, representante do Acre na competição, continua sendo questionada. Isso por conta da ação impetrada pelo Araguaína (TO), cujos advogados entendem que o clube tocantinense é o legítimo dono da vaga, dada a eliminação do Estrelão pelo Supremo Tribunal de Justiça Desportivo (STJD), na segunda fase da disputa na competição do ano passado.
Um dos defensores da tese de que o Rio Branco deveria perder a vaga para o Araguaína é o radialista (Rádio Clube do Pará), jornalista (Diário do Pará) e advogado trabalhista Carlos Castilho, com larga militância nos tribunais esportivos, personagem com quem conversamos longamente durante o "38º Congresso da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos", realizado durante esta semana que passou na cidade de Salvador. Nas linhas que seguem, reproduzimos os principais fragmentos da nossa conversa.
Torcida favorável, porem...
"Eu torço para que o Rio Branco continue na série C do campeonato brasileiro, por entender que o time conquistou essa condição dentro do campo. Agora, por outro lado, olhando pelo ponto de vista dos ditames legais, confesso que vejo com muita apreensão esse pleito do Araguaína. Isso porque, no meu entender, a decisão que foi tomada entre a CBF, o STJD e o Rio Branco, ela não envolveu uma das partes interessadas, que era o Araguaína. Foi uma decisão de bastidores, sem a participação dos tocantinenses", afirmou Castilho.
"Só depois de estabelecido é que veio à baila o acordo perpetrado na calada da noite, às escondidas, e que supostamente garantiu a vaga do Rio Branco na série C de 2012. Ora, se o Rio Branco foi eliminado da competição, isso significa que outra equipe deveria ficar com essa vaga. A equipe eliminada não está mais na competição. E, como tal, no meu entender, o Rio Branco, de fato e de direito, estaria rebaixado à série D do futebol nacional. Sendo eliminado, o Rio Branco perde aquilo que ele conquistou em campo", explicou o cronista paraense.
As equipes paraenses na série C de 2012
No que diz respeito à expectativa da crônica paraense quanto às performances de Paysandu e Águia na série C de 2012, Carlos Castilho é taxativo. "Lá no Pará nós estamos apreensivos com a sorte do Paysandu. Com essa reformulação na disputa da série C, jogando todos contra todos dentro do seu respectivo grupo, sem mais aquele sistema de mata-mata, eu acho que a competição ficou mais difícil. Isso porque antes a disputa era apenas com os times do Norte e agora vários clubes tradicionais entram na briga".
"O Paysandu vive hoje numa política em que ele não sabe se vai ou se fica. De uma hora para outra decidiu não contratar quase ninguém e promover toda uma garotada. Mas é o que a gente diz: nem oito nem oitenta. Só a garotada da base não pode ter a responsabilidade de resolver todos os problemas que o Paysandu vem enfrentando há cinco ou seis anos. Já o Águia, ele fez um bom primeiro turno no campeonato paraense. Não chega a ser brilhante, mas é uma equipe bem montada. Nesse momento eu diria que o Águia tem mais condição de fazer um bom papel do que o Paysandu na disputa da terceira divisão", disse Castilho.

POR FRANCISCO DANDÃO

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