quinta-feira, 19 de julho de 2012

Índia Jaminawá denuncia professora por falta de pagamento



trtA indígena Marinês Jaminawá, 18, registrou queixa na Justiça do Trabalho, em Santa Rosa do Purus, contra uma professora da rede estadual por falta de pagamento do saldo dos salários por trabalho doméstico.


Segundo a indígena, trabalhou dois meses na casa da professora e recebeu apenas uma parcela de salário no valor de R$ 250, mas na época o salário mínimo era de R$ 545.



Marinês alega ainda na reclamatória que sua jornada de trabalho excedia 8h diárias, pois além dos serviços de lavagem de roupa e limpeza da casa, atuava também como babá à noite para a ex-patroa ir à festa.


Demitida em maio do ano passado, a indígena diz estar há mais de um ano tentando receber o saldo dos salários e ainda teria sido maltratada pelo marido da professora. “Ele [marido] me mandou procurar trabalho se eu estivesse precisando de dinheiro”, disse a reclamante.


A professora já foi intimada para audiência de conciliação.


Servidores da Justiça do Trabalho estão em serviço itinerante em Santa Rosa do Purus. O município é um dos antigos seringais nativos da região onde a maioria dos moradores é descendente dos índios das etnias Jaminawá, Kasinawá e Kulina.


Cinco outros reclamantes ingressaram com ações contra o município e a Fundação Nacional de Saúde na tentativa de receberem FGTS atualizado por prestação de serviços ao convênio para execução das ações de saúde na região. Quatro indígenas alegam terem trabalhado um como comandante de embarcação e três como pilotos de barcos a motor de rabeta.



Com informações do TRT

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