domingo, 29 de julho de 2012

Lideranças estão sendo coagidas por Bocalom para denunciar a prefeitura

A líder comunitária Raimunda Antunes Dias, a Raimundinha, tomou um susto ao ver o seu quintal invadido por três pessoas: um homem e uma mulher que se diziam do Ministério Público Estadual e um homem, que, portando uma câmera filmadora, se dizia ser da imprensa. O trio queria forçar Raimundinha, sob argumentos de intimidação e coerção, a denunciar a prefeitura de Rio Branco por supostas obras não realizada no bairro João Paulo há mais de oito anos.

O caso aconteceu na manhã deste sábado, 28, por volta das 11 horas. “Eles entraram no quintal e já foram filmando. Queriam que eu falasse alguma coisa para usar no programa do Bocalom”, denunciou Raimundinha.

Ela contou que foi presidente do bairro há mais de oito anos e que, na época, a prefeitura era administrada pelo então prefeito Isnard Leite. Naquela oportunidade, ele chegou a fazer algumas reclamações ao Ministério Público por conta de obras mal-executadas em seu bairro. “A mulher e o homem diziam que eu teria que denunciar, pois havia uma denúncia no Ministério Público e que eu teria que responder por isso, que eu teria que denunciar ali, naquela hora, e que a imprensa estava com eles para registrar tudo. A mulher forçou a barra e exigia que eu denunciasse a prefeitura. Ela mandava que eu dissesse que a prefeitura atual não tinha executado uma obra que divulgou ter feito. Disse, também, que eu tinha envolvimento e que se eu não denunciasse iria me complicar”, revelou a líder comunitária.

Raimundinha, que é coordenadora do Centro de Referência em Assistência Social (Cras) no bairro Sobral, reclamou que se sentiu intimidada pelo trio e constrangida com as acusações. “Eles chegaram em um carro Fiat e entraram no meu quintal de supetão, assim como a polícia faz quando chega na casa de um bandido. Todo mundo da rua viu”, denunciou.

Ela contou que pediu que os três apresentassem a documentação que provaria o que diziam, bem como suas identificações. “Eu pedi os documentos, mas mulher disse que não tinha trazido nada”, alegou. “Foi aí que eles resolveram ir embora, mas disseram que iam procurar outros ex-presidentes do bairro para que eles denunciassem a prefeitura”, contou. “Eles foram procurar a presidente do bairro João Eduardo, a Diana. Afirmaram também que iam atrás de outros presidentes de bairro, mas não sei quais”, completou.

Pouco tempo depois, Raimundinha e os morares da sua rua, a rua Adalberto Sena, antiga rua Doutor Vitor, ficaram sabendo que aquelas três pessoas eram na verdade do PSDB e que estavam a serviço do candidato Tião Bocalom. O trio estava em um veículo Fiat UNO, de placa MZV7444, de propriedade de João Marcos Lira de Queiróz, morador da rua Rio de Janeiro, no bairro Ivete Vargas. No vidro traseiro do carro estava afixado um adesivo onde aparece a imagem do candidato a vereador “Flaviano” e do candidato a prefeito Bocalom.

Raimundinha disse que pretende tomar as devidas providências e denunciar o ocorrido ao Ministério Público para averiguar a postura do trio e do candidato Bocalom. Ela também informou o ocorrido às lideranças da Frente Popular do Acre que prometeram entrar com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral (TER). O trio deve ser acusado, entre outras coisas de falsidade ideológica, já que tentaram se passar por membros do Ministério Público do Acre. A líder comunitária também estuda a possibilidade de entrar com uma ação por danos morais, haja vista que foi constrangida pelo trio e, ainda, registrar queixa-crime por invasão de propriedade.
O Critico da Oposição
 

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