quinta-feira, 19 de julho de 2012

Para Fernando Melo, PMDB errou ao deixar prefeitura em 2002

Saído do PT e filiado ao PMDB com o objetivo de recolocar aquele que já foi o maior partido do Acre em disputas majoritárias, Fernando Melo considera um erro a renúncia do ex-prefeito Flaviano Melo em 2002 para disputar o governo do Estado contra Jorge Viana (PT). “Foi um erro o PMDB deixar a prefeitura em 2002; às vezes na política pagamos pelos nossos erros”, afirma ele.

De acordo com ele, apesar do “erro político” aquela era a melhor atitude vista por Flaviano a ser tomada dentro do projeto peemedebista para reconquistar o governo do Estado. Desde 2000, ano em que disputou a prefeitura e derrotou Raimundo Angelim, o PMDB não encara uma eleição majoritária ma capital.

Fernando Melo tem como desafio ressuscitar a “azulão” e a militância do PMDB. Esta não tem sido uma tarefa fácil. Sua imagem ainda fortemente ligada ao petismo acaba por aumentar as resistências de eleitores mais conservadores.

Fernando Melo foi o terceiro convidado na rodada de debates com os candidatos a prefeito no Gazeta Entrevista

Quando das perguntas abertas ao público, o peemedebista foi bombardeado por questões sobre seu passado no PT. “Quem pensa muda”, respondia ele. “Politicamente não era mais meu lugar [no PT]”, afirma. O candidato ressalta que sua candidatura terá a merca da mudança em relação ao projeto em prática pela atual gestão.

Numa crítica ao ex-companheiro Raimundo Angelim, Fernando afirma que faltou ao “prefeito ser prefeito”. Ele declara que o petista pecou no empenho diante da administração, ao deixar de buscar recursos em Brasília. Citou como exemplo a perda de uma emenda no valor de R$ 1 milhão destinada à pavimentação de vias.

O candidato afirma apostar na força do PMDB em Brasília para a obtenção de recursos junto aos ministérios e liberação de emendas. Uma de suas metas é melhorar a qualidade da administração pública. Sobre o transporte público, defendeu a necessidade de melhoria na qualidade do serviço com preço justo e acessível.

“Não vamos falar em reduzir tarifa só da boca para fora, pois isso é mentira”, diz. Segundo ele, com um transporte público de qualidade mais pessoas utilizariam o serviço e deixariam seus carros em casa, amenizando o problema do trânsito.

Fernando criticou a construção da Cidade do Povo. Segundo ele, a prefeitura já enfrenta sérios problemas para cuidar da manutenção da estrutura urbana, e “criam outra cidade para dar mais trabalho.” “Eu quero saber como vai ser a gestão desta nova cidade”, critica. Ele defende a verticalização de Rio Branco com a construção de condomínios habitacionais para as famílias de baixa renda.

Fabio Pontes

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