sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Com “boom gospel”, comunidade LGBT fica sem candidato e espaço em Rio Branco

Expelidos pelo crescimento do número de evangélicos e do conservadorismo entre os eleitores da capital, a comunidade LGBT ficou sem representantes nesta eleição municipal. Ao contrário de eleições mais recentes, como 2008 e 2010, os homossexuais e simpatizantes da causa não contam com um candidato que represente ou defenda suas bandeiras em 2012.

Esta semana, o PT emitiu uma nota criticando a postura do candidato Tião Bocalom (PSDB) ao ceder espaço em seu programa eleitoral a um pastor que fez, segundo a comunidade LGBT, um discurso homofóbico, fato este negado pelos tucanos. O boom evangélico é o principal motivo para sufocar as manifestações homossexuais em Rio Branco.

Os eleitores evangélicos viraram motivo de cabo de guerra nos bastidores entre os principais candidatos à Prefeitura de Rio Branco. Marcus Alexandre (PT) assegurou apoio de importantes lideranças, como a Igreja Batista do Bosque e parte da Assembleia de Deus. Outras alas dos assembleianos estão com o tucano Tião Bocalom, além de outras igrejas pentecostais.

Segundo o último Censo do IBGE, os protestantes representam 39% da população rio-branquense.
Tradicionalmente mais aberto a bandeiras liberais, o PT evitou ao longo desta campanha a defesa de temas que venham a desgastá-los com o eleitorado evangélico. Sem espaço dentro do PT acreano mais conservador, a comunidade LGBT está hoje organizada em torno da Associação dos Homossexuais do Acre (Ahac).

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