sábado, 29 de setembro de 2012

Renovação de alvará e falta de segurança suscitam debate de candidato e representantes de drogarias

A simples renovação de alvará tem sido um entrave para os donos de drogarias no Acre.
A burocracia enfrentada pelos donos de farmácia junto à prefeitura foi o principal tema de debate na noite desta sexta-feira, 28, na sede Federação do Comércio, entre 20 representantes da categoria e os candidatos a prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT) e Fernando Melo (PMDB). Bocalom foi convidado, mas não compareceu por causa de sua agenda política com o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
Cada candidato teve vinte minutos para expor suas propostas numa reunião com a categoria. Um de cada vez. O primeiro foi Marcus Alexandre. Depois Fernando Melo.
De acordo com o presidente do sindicato dos farmacêuticos, Marcos Lameira, a burocracia é tanta para renovar o alvará que há casos em que empresários esperam de três a quatro meses para receber o novo documento. Um prejuízo, já que sem o alvará um dono de drogaria não consegue comprar medicamento.

A reclamação dos empresários contra a administração do petista Raimundo Angelim é geral quando o assunto se trata de emissão do alvará para farmácias. Até o petista, Tácio de Brito, pai do Presidente do PT, Leo de Brito, que é empresário do ramo reclamou do serviço. “É igual um carro que não tendo renovação de documento não pode transitar. A farmácia para de comprar remédio porque foi dada entrada no alvará, mas o fiscal não teve tempo de ir lá para fazer a vistoria e o alvará ficou parado”, reclama.
Marcus Alexandre não concordou com a demora e prometeu uma central de atendimento para solucionar esses problemas. “Casos como esses serão resolvidos numa espécie de OCA que nós vamos criar quando formos prefeito”, informou o petista.
Já Fernando Melo acha um absurdo que questões como a simples renovação de um alvará atrapalhe a vida dos farmacêuticos. “Tudo por problemas de gestão. É um absurdo isso. É uma coisa fácil de solucionar e eu vou resolver”, disse Melo.
Outro assunto debatido foi o da segurança. Os dois candidatos propuseram a criação da guarda municipal.
Marcus Alexandre quer contratar cem homens para fazer a segurança dos espaços públicos municipais. “A Guarda Municipal terá essa função de guardar os espaços públicos”, ressaltou o candidato do PT.
No projeto de Fernando Melo para segurança, a Guarda Municipal terá uma atribuição comunitária com trabalho de conciliação de pequenos conflitos e com a ajuda de vídeomonitoramento. “Foi assim que trabalhei com a polícia comunitária da família quando fui secretário de segurança, polícia está que, aliás, o governo acabou. Hoje muitos de vocês vivem numa prisão domiciliar e quero ajudar a acabar com isso”, disse o candidato do PMDB.

Luciano Tavares

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