quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Após haitianos ficarem sem alimentação e risco de despejo, abrigo tem luz cortada

Situação Brasiléia está beirando o caos e preocupa autoridades
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Os cerca de 200 haitianos que estão na cidade de Brasiléia, que recebiam ajuda do do Acre através da Secretaria de Direitos Humanos, poderão passar por mais dificuldades nos próximos dias e a situação poderá se agravar caso Brasília não envie ajuda.
Segundo foi divulgado na imprensa , a casa onde está abrigando os cerca de 200 haitianos, deverá ser entregue ao proprietário nos próximos dias por atraso no aluguel. Isso sem falar que o alimento foi suspenso também por falta de que suspenso desde meados de setembro passado.
A cerca de dois anos, o governo do Acre vem dando assistência àqueles que conseguiram cruzar a fronteira do Brasil através do Acre, chegando na cidade de Brasiléia. Com uma despesa que chegou no patamar de R$ 2 milhões de reais, o ‘caixa’ secou segundo o secretário Nilson Mourão.
Foi passado que o Governo Federal somente repassou para o Acre, cerca de R$ 300 mil reais apenas. Sem ajuda de Brasília, a situação está chegando a beira do caos na pequena cidade de Brasiléia que vem recebendo haitianos na calada da noite, praticamente todo dia.
Sem qualquer fiscalização nas pontes que ligam o Brasil à Bolívia através de Brasiléia e Epitaciolândia, haitianos chegam em taxis bolivianos que são contratados para viajarem durante a noite da fronteira com o Peru, em Iñapari. Isso sem falar após quase uma semana viajando por cinco países.
Para piorar, nesta semana a energia elétrica foi cortada pela Eletrobrás por falta de pagamento. O representante do Governo do Acre, Damião Borges, que cuida dos que chegaram em Brasiléia, está recebendo ajuda de pequenos empresários que estão fazendo doações para comprar alimentos, água e alguns remédios.
A situação dos refugiados em Brasiléia, já está causando um mal estar entre a sociedade que já ajudou de alguma forma e começa a ver de modo diferente, os haitianos perambulando pelas ruas durante a noite.
Mesmo com o trabalho diário em cadastrar os refugiados para retirar seu CPF, a Polícia Federal não tem homens suficientes para fiscalizar a entrada. “Se o governo federal não ajuda enviando dinheiro, então deveria fechar a fronteira de alguma forma e impor alguma restrição para que isso não se torne um caos na cidade”, disse um morador vizinho.

AltoAcre

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