sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Operação Ágata do EB lança pelotões para combater crimes nas fronteiras

 
general poty
General Poty afirma que ações estão sendo invasivas contra toda a prática de ilícito (Foto: Clériston Amorim)
O Exército Brasileiro lançou uma ofensiva contra crimes de narcotráfico, contrabando e descaminhos na fronteira. A Operação Ágata 6 mobiliza quatro batalhões e uma companhia de fuzileiros do Exército Brasileiro, nas divisas de Rondônia com a Bolívia, do Amazonas com o Peru, e do Acre com os dois países ao mesmo tempo.

Desde segunda-feira, 8, unidades do EB estão localizadas em pontos estratégicos da selva acreana, sobretudo, nas embocaduras de rios e igarapés que ligam à Bolívia e ao Peru, segundo informa o general Ubiratan Poty, comandante da 17ª Brigada de Infantaria e Selva, em coletiva nesta tarde de quinta-feira, 11, no 4º Batalhão de Infataria e Selva, o 4º BIS.
A operação faz parte da estratégia nacional de defesa das fronteiras, que atua sobre organizações criminosas, embora tenha caráter temporário. Conta também com o apoio da Receita Federal, do Ibama, da Funai e da própria Forças Armadas.
“Estamos aproveitando a oportunidade para dar respostas imediatas ao Estado Brasileiro. Queremos mostrar que estamos presentes quando for necessário”, ressaltou o general Poty, cuja brigada que comanda administra todos os batalhões sediados no Acre e em Rondônia.
Nos quatro primeiros dias da Operação Ágata 6, aconteceu o que Poty classificou de “preparação de terreno”, com pelotões alocados em Santa Rosa do Purus e em Tarauacá. Eles estão sendo lançados em barcos pelo rio Envira e Tarauacá e pelo rio Juruá, este último desde Cruzeiro do Sul (a 640 quilômetros de Rio Branco).
Serão cinco dias de patrulhamento na região e algumas tropas serão lançadas de helicópteros Black Hawk, próximas de localidades onde há registros de invasão de madeireiros peruanos em território nacional para a extração ilegal de mogno.
“Não é uma ação fácil, porque dependemos das condições climáticas, que quase sempre são adversas”, ressaltou o comandante da 17ª Brigada, ao lado do secretário de Segurança, Ildo Renir Graebner e dos representantes da Agência Brasileira de Informação, da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e do comandante da Polícia Militar do Acre, coronel José Anastácio dos Reis.
Cinco dias depois das operações pelos rios e igarapés, as tropas se concentrarão nos bloqueios de ramais e estradas, e no combate a crimes ambientais seguindo a  indicações das áreas devastadas de forma ilegal, pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, o ICMBio e pelo Ibama. “Vamos usar helicópteros se for o caso”, para entrar em ambientes inóspitos.
Ao longo dos últimos quatro dias, foram vistoriados ao menos ao 12, 8 mil veículos desde Rondônia ao Acre, 743 ,motocicletas, 44 ônibus, 18 aeronaves, 46 embarcações e revistadas 829 pessoas.
 
Resley Saab



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