quarta-feira, 24 de outubro de 2012

POLITIZANDO A VIOLÊNCIA: Governistas atribuem briga do vereador Alonso com pastor evangélico à campanha eleitoral

Até mesmo a violência começou a ser politizada e usada na campanha eleitora de segundo turno, em Rio Branco. Depois de uma briga entre o vereador Alonso (PSDB) e o pastor José Augusto da Silva Maia, da Igreja Pentecostal da Nação de Deus, os deputados da base governista tentaram fazer ligação do caso com o candidato Tião Bocalom (PSDB).
De forma incisiva, os deputados Walter Prado e Astério Moreira, do PEN, pediram que os membros da Mesa Diretora aprovasse uma moção de apoio ao pastor evangélico que se envolveu num atrito com o vereador tucano, no bairro Alto Alegre na tarde de ontem, 23.
Astério Moreira, que foi colega de Alonso Andrade na Câmara Municipal de Rio Branco, destacou que o vereador seria pavio curto e quando contrariado reagia de forma violenta. Moreira disse ainda, que por diversas vezes teve que intervir para conter Alonso.
De forma crítica e veemente, Astério se dirigiu a Bocalom, afirmando que o candidato “não tem competência e não está qualificado para administrar a capital. Ele é uma pessoa despreparada para dirigir Rio Branco”, disse.
Sem ouvir a versão de Alonso Andrade, os deputados da base do governo petista assumiram a defesa do pastor, creditando o atrito a um suposto pedido de voto. Os parlamentares fizeram ainda a ligação do vereador com a campanha do candidato majoritário do PSDB.
Segundo a versão do pastor José Augusto da Silva Maia, a agressão teria sido motivada pelo questionamento de uma promessa não cumprida pelo vereador Alonso, que colocaria vans para fazer o transporte no bairro, além de ter dito que não queria nada com Bocalom.
A deputada Antônia Sales (PMDB) questionou os colegas por fazerem juízo de valor sem saber a versão do vereador acusado. O líder do governo, Moisés Diniz (PCdoB) destacou que não teria o que ouvir, já que Alonso teria espancado um deficiente físico.
Geraldo Pereira, líder do PT pegou a onda da exploração política do atrito pessoal do pastor e do vereador e afirmou que “um pastor foi violentamente espancado por um vereador, por não querer votar em Bocalom”. O petista afirmou ainda, que o candidato majoritário do PSDB estaria excitando a violência, com a frase: dá-lhe Bocalom, no material de campanha.
Major Rocha reagiu as acusações e disse que Pereira estaria mentindo e pediu que o colega de parlamento apresentasse o material com a frase.
Num dia, em que mais uma vez a campanha política ofuscou os trabalhos legislativos, os deputados levaram ocorrências policiais à tribuna da Casa, para tentar atingir os adversários na disputa pela prefeitura de Rio Branco.
O caso, segundo os envolvidos
Na versão do vereador Alonso Andrade contada a reportagem , ele disse que seguia em seu veículo para uma carreata do PSDB, quando foi obrigado a parar o carro pelo pastor Augusto porque o religioso fazia gestos obscenos e proferia palavras de baixo calão contra ele. “Fui agredido com o soco no rosto, desferido pelo evangélico e em legítima defesa apenas revidei a agressão”, contou.
Na versão do pastor Augusto, o vereador Alonso seguia em sua camionete usando um auto falante convidando a comunidade do Alto Alegre para que o acompanhasse em uma carreata do PSDB. Disse que ao receber o convite do vereador e tendo se negado a participar do ato político, de imediato Alonso teria descido do veículo e passou a agredi-lo com socos e chutes. “Eu ainda tentei correr, mas ele me seguiu e quando caí no chão esse político, além dos socos que recebi na cara ele ainda me deu vários chutes nas costelas”, revelou.

Ray Melo e Salomão Matos

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