segunda-feira, 18 de março de 2013

Acre tem 3º pior índice de presos trabalhando


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Apenas 22% dos presos no sistema penitenciário brasileiro exercem algum tipo de atividade laboral (Foto: Arquivo)
Entre os 27 Estados brasileiros, o Acre ocupa a terceira pior posição quando o tema é: presos com algum tipo de atividade (trabalho ou estudo) dentro ou fora dos presídios. É o que mostra pesquisa do Departamento Penitenciário Nacional e divulgada neste domingo, 17, pelo “O Globo”. A taxa de presos acreanos trabalhando é de 6,86%, enquanto com estudo é de 7,54%.


O Acre só fica à frente do Ceará e do Rio de Janeiro. Rondônia, vizinho ao Acre, tem o segundo melhor índice de presos exercendo alguma função: 42,23%. O campeão é Santa Catarina: 42,73%. No início do ano Santa Catarina enfrentou uma onde de atos de vandalismo com as ordens partindo de dentro dos presídios.

Apenas 22% dos presos no sistema penitenciário brasileiro exercem algum tipo de atividade laboral, interna ou externa aos presídios. É um problema em que o país não avança, já que o índice permanece estagnado há quase uma década, período até o qual o Ministério da Justiça tem dados.

Informações do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), de junho de 2012, divulgadas no fim do ano, mostram que a parcela que se dedica ao estudo é ainda menor: apenas um a cada dez detentos tem aulas.

Além de ser remunerado, o preso tem um dia a menos de pena, a cada três dias trabalhados. No caso do estudo, o condenado tem um dia de pena a menos a cada 12 horas de frequência escolar divididas, no mínimo, em três dias.

Especialistas são unânimes em dizer que o índice sobre trabalho na prisão é ínfimo e que o número revela uma realidade ainda mais dura. Boa parte dos presos incluídos nesta estatística desenvolve atividades que não trazem qualificação ou contribuem para a reinserção no mercado de trabalho.
 
O Globo

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