sábado, 23 de março de 2013

Aníbal destaca no Senado acordo entre Acre e Rio para mercado de carbono

bndes
Acordo foi assinado nesta quinta-feira, 21, na cidade do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)
Depois de participar do ato de assinatura do primeiro acordo de cooperação técnica subnacional para tratar especificamente dos créditos de carbono, firmado entre os Estados do Acre e do Rio de Janeiro, o senador Aníbal Diniz (PT-AC) comemorou o feito na tribuna do Senado em discurso na manhã desta sexta-feira, 22.


O acordo do qual também participa o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foi assinado nesta quinta-feira (21) na cidade do Rio de Janeiro e pretende estimular a redução das emissões dos gases do efeito estufa e avançar em itens como: o desenvolvimento de um inventário de carbono das empresas, a estruturação de uma rede de conhecimento em economia de baixo carbono e a realização de estudos de viabilidade para uma bolsa de ativos ambientais.

Segundo Aníbal Diniz, a parceria "é perfeita" porque, de um lado, está um estado "com preocupações ambientais e que tem desafios a superar", que é o Rio de Janeiro, e, de outro, está o Acre, que, segundo ele, pode oferecer serviços de sequestro de carbono por conta de sua floresta, preservada em até 88%.

“Graças a todos os esforços empreendidos ao longo da história do Estado do Acre, graças ao movimento de resistência socioambiental liderado por Chico Mendes, por Marina e por muitos outros lutadores em defesa da floresta, graças às políticas públicas que foram empreendidas a partir de 1999 e a partir de todos os empreendimentos feitos, do Zoneamento Ecológico-Econômico, do respeito e da valorização da vocação natural do Acre, que é uma vocação florestal, o Estado do Acre conservou e mantém sua floresta preservada”, destacou.

Aníbal Diniz participou da reunião em que o acordo foi assinado ao lado do governador do Acre, Tião Viana (PT), do secretário do estado do Rio de Janeiro para o Ambiente, Carlos Minc, e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, do Secretário de Meio Ambiente do Acre, Carlos Edegard de Deus, o Secretário Estadual do Instituto de Mudanças Climáticas, Eufran Amaral.

Para ele, a iniciativa pode representar o início de um mercado de carbono em âmbito nacional. “Esse ato foi da máxima importância neste momento, em que a crise na Europa e nos Estados Unidos comprometeu também o mercado de carbono, que ainda não se consolidou”, avaliou.

Continuidade do projeto de sustentabilidade – Atos como esse, segundo sublinhou o senador Aníbal, trazem maior segurança, no sentido de que o Acre vai continuar seu projeto de desenvolvimento sustentável, uma vez que a política de valorização do crédito de carbono garante condições para que as famílias possam sobreviver sem desmatar a floresta onde vivem.

“Na medida em que temos alternativa de financiamento, na medida em que temos serviços ambientais remunerados, aí sim, temos maior garantia de que a floresta será preservada. Esse tem sido basicamente o princípio norteador, tem sido a nossa bússola, no Governo do Acre”, lembrou ele destacando que essas políticas tiveram início com o Governador Jorge Viana, se aprofundaram com Binho Marques e que, agora, dão um passo além com o Governador Tião Viana.

Como exemplos dessas possibilidades, o senador Aníbal mencionou a indústria de preservativos de borracha natural de Xapuri; a produção de castanha; e o programa de piscicultura do Acre e disse que os seringueiros são guardiões por excelência da floresta.

“Tenho certeza de que o produtos que trabalha adequadamente as exigências ambientais, o seringueiro, o castanheiro e o piscicultor que também procura ter a sua atividade sempre pautada pelo respeito ao meio ambiente estarão sendo reconhecidos e remunerados e, dessa maneira, a gente estará dando uma grande contribuição para a preservação da Amazônia e para o equilíbrio climático do planeta”, concluiu.
 
Assessoria

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