sexta-feira, 1 de março de 2013

Familiares de Jamile protestam em frente a delegacia

Nesta sexta-feira (1º), familiares da estudante Jamile Lira Ferreira, 15 anos, morta durante um acidente de trânsito na madrugada do último domingo (24), provavelmente durante um “racha” de motocicletas, protestaram em frente a delegacia da 2ª Regional,
De acordo com o pai da estudante, Francimar Melo Ferreira, o objetivo do protesto era sensibilizar as autoridades para que Antônio Crhystian Brasil de Souza, 23, namorado adolescente e suposto responsável pela morte seja punido nos rigores da Lei.
“O que queremos é que seja feita Justiça, esse rapaz tirou minha filha de casa para matá-la de forma irresponsável, várias pessoas disseram que momentos antes do acidente ele estava bebendo e depois botou minha filha na garupa de uma moto sem capacete para participar de um racha, ele foi o culpado e tem que ser punido”, protestou o pai de Jamile.
estudante
Maria de Nazaré Ferreira Lira, mãe da adolescente, revelou que não sabia que sua filha namorava Antônio Crhystian e que no dia de sua morte ela saiu dizendo que iria dormir na casa de uma irmã.
Ainda muito abalada, Maria de Nazaré também pediu justiça e disse que não deixará a morte de sua filha cair no esquecimento.
“Não deixaremos que as autoridades esqueçam da morte de minha filha enquanto o culpado não seja punido. Não vamos nos calar”, disse a dona de casa.
Acusado já foi ouvido na delegacia – O coordenador da Delegacia da 2ª Regional, delegado Cleylton Videira dos Santos disse que Antônio Crhystian já se apresentou na delegacia e prestou depoimento a autoridade policial.
De acordo com o delegado, o namorado da adolescente negou todas as acusações sobre a disputa de racha, embriaguez e que a menor estava sem capacete no momento do acidente. Em depoimento Antônio Crhystian falou que o acidente aconteceu no momento em que estava indo embora e que Jamile Lira estava de capacete.
No local, no dia do sinistro, não foram encontrado os capacetes que o acusado afirma que ele e a namorada estava usando. Testemunhas que estiveram prestando depoimento na delegacia confirmaram as informações de que o acusado e a menor estavam sem capacetes.
O delegado espera agora ouvir a equipe médica que atendeu Antônio Crhystian e a conclusão dos laudos periciais para confrontar com as alegações do acusado. A expectativa é que o inquérito seja concluído em no máximo 30 dias.

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