sábado, 30 de março de 2013

Francisco preside sua primeira Vigília Pascal como papa


papafrancisco.angelus1O papa Francisco celebra neste sábado (30/3) no Vaticano a Vigília Pascal, uma das liturgias mais bonitas da Semana Santa, depois de orar na véspera pela paz no Oriente Médio e por um maior entendimento com os muçulmanos.
Os milhares de fiéis e turistas que chegaram a Roma para participar desta primeira Semana Santa do papa Francisco precisarão esperar até as 19h30 GMT (16h30 de Brasília) para participar desta "liturgia da luz", como foi definida pelo porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, e que celebra na noite de Páscoa a ressurreição de Jesus. Ela será seguida por uma procissão. "A leitura do Antigo Testamento tem neste ano uma simplificação" e será mais breve que em outras ocasiões, disse Lombardi.

O primeiro jesuíta a ocupar o trono de Pedro reduziu o tempo de muitas das liturgias desta Semana Santa, apenas um dos múltiplos gestos que marcaram suas duas semanas de pontificado.
Eleito Papa no dia 13 de março, Francisco orou na Sexta-Feira Santa pela paz no Oriente Médio e pelo entendimento entre cristãos e muçulmanos, cuja coexistência nesta região nem sempre é fácil, em particular em Egito, Iraque, Síria, Líbano ou Líbia. "Os cristãos devem responder ao mal com o bem", disse Francisco na Via Crucis da Sexta-Feira Santa no Coliseu romano, onde, segundo a lenda, muitos cristãos foram lançados aos leões nos primeiros séculos de nossa era.
Sem dúvida em uma tentativa de dar visibilidade no coração da Igreja católica aos problemas sofridos pelas minorias cristãs nesta região, os maronitas do Líbano foram os protagonistas da liturgia pascal de sexta-feira.
Dois jovens desta confissão falaram das guerras que atingem o Oriente Médio, do crescimento do islã e da fuga de muitos cristãos da região diante da perseguição que sofrem. "Adoramos todos o mesmo Deus, não deveria haver problemas", disse à AFP a egípcia Naglaa Shanin, de 35 anos e com a cabeça coberta com um véu, que chegou ao Coliseu atraída pela multidão na noite de sexta-feira. "E 90% dos muçulmanos pensam o mesmo", disse.
O papa dos gestos
A eleição de um papa argentino, o primeiro não europeu a chegar à liderança do Vaticano, provoca enorme expectativa nesta instituição milenar, que perde fiéis a favor das igrejas evangélicas, em particular no Novo Mundo, e do laicismo que impera no Ocidente.
"Deste papa sei que haverá mudanças", afirma a argentina Karina Buslowicz, de Santa Fé, que comprou as passagens para a Itália apenas quinze minutos depois de saber que um compatriota seu iria suceder Bento XVI após sua renúncia à frente da Igreja católica.
Francisco multiplicou os gestos de mudança. "A Igreja deve sair de si mesma e ir à periferia, não apenas geográfica, mas existencial", disse.
Foi o que fez na Quinta-Feira Santa, ao se dirigir a um centro de detenção para menores para realizar a liturgia do lava-pés com doze jovens detidos, entre eles duas meninas e dois muçulmanos.
No domingo, celebrará a missa de Páscoa diante de dezenas de milhares de peregrinos e pronunciará a bênção "Urbi et Orbi" a partir do balcão da Basílica de São Pedro, o que só ocorre no dia de Natal e no domingo de Páscoa, além do dia em que um novo papa é eleito.

France Presse 

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