quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Império em crise: Eike Batista renuncia à presidência do conselho da LLX

imageO empresário Eike Batista  renunciou ao cargo de presidente do conselho da LLX, companhia de logística do grupo EBX, segundo informou a empresa em fato relevante divulgado nesta quarta-feira (28), seguindo o acordo de transferência do controle para a EIG Management Company anunciado em meados de agosto.
Para ocupar o cargo deixado por Eike, foi eleito Roberto D'Araujo Senna, que já fazia parte do conselho. Ainda segundo a LLX, Aziz Ben Ammar também renunciou ao seu cargo no conselho.
No último dia 14, a companhia anunciou ter firmado um termo de compromisso para receber investimento de R$ 1,3 bilhão da empresa do setor de energia EIG Management Company, que vai assumir o contole da companhia.
"O Grupo EIG se comprometeu a subscrever a totalidade das ações que poderiam ser subscritas pelo Acionista Controlador, que cederá gratuitamente seu direito de preferência ao Grupo EIG", diz o comunicado. O EIG também se comprometeu a subscrever a totalidade das ações não subscritas pelos acionistas minoritários, até o limite total de subscrição no montante de R$ 1,3 bilhão.
Na ocasião, a LLX também disse que o atual acionista controlador, Eike Batista, deixaria de integrar a administração da empresa, mas que continuaria sendo um acionista relevante.
"Quando a operação for concluída, o Grupo EIG se tornará o novo acionista controlador da LLX. O
atual acionista controlador deixará de integrar a administração da Companhia, mas continuará a
ser um acionista relevante, e preservará o direito de indicar um membro do conselho de
administração da LLX", diz o comunicado.
As ações que serão emitidas em decorrência do aumento do capital terão o preço de emissão
fixado em R$ 1,20 e será conferido aos acionistas minoritários, o direito de preferência para participação no aumento de capital.
MPX
Em julho, Eike Batista renunciou ao conselho de administração da MPX – empresa de energia com negócios complementares em geração elétrica e exploração e produção de gás natural na América do Sul. Também foi feito um aumento de capital privado de R$ 800 milhões para reforçar o caixa da companhia em meio a turbulências enfrentadas no mercado.
De acordo com a MPX, na operação, a empresa alemã E.ON - que detém 24,5% do capital da MPX e compartilha o controle da geradora térmica com o empresário - investirá até R$ 366 milhões, e o banco BTG Pactual, seu assessor financeiro, se comprometeu a dar o restante. Esse aumento de capital vai substituir a oferta pública de ações inicialmente prevista. A decisão foi tomada, de acordo com a empresa, diante da "deterioração das condições de mercado nas últimas semanas".

As informações são da Reuters. 

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