quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Caciques da oposição já descartam tese de candidatura única ao governo em 2014

imageA estratégia adotada em 2010 de unir toda a oposição em torno de um único candidato para enfrentar o governo tende a não ser repetida em 2014. Os principais defensores da ideia aos poucos vão admitindo que esta é uma possibilidade sem chances.
O principal fator para isso não é a entrada de Tião Bocalom (DEM) em cena, mas a manutenção certa de Sérgio Petecão (PSD) na disputa.
A defesa da candidatura única tem sido defendida como a melhor forma dos oposicionistas derrotarem o governo. A quase vitória em 2010, mesmo com toda a desorganização, tem levado o grupo a apoiar a ideia.
A derrota em 2012, quando todas as pesquisas pré-eleitorais apontavam Tião Bocalom (então PSDB) eleito no primeiro turno, também influencia.
A candidatura de Fernando Melo (PMDB) foi apontada como principal fator para dividir os votos oposicionistas e garantir a vitória de Marcus Alexandre (PT).
O deputado Márcio Bittar (PSDB) tem sido o principal porta-bandeira da tese da candidatura única. Mas as recentes movimentações de Petecão e do grupo de Bocalom dissidente do PSDB o levou a abrir mão.
“Eu já não trabalho com a possibilidade de candidatura única, minha agenda hoje é outra: fortalecer minha campanha e elaborar um projeto consistente de governo”, declara o tucano.
Do outro lado, Petecão recorre a comparações entre o cenário local e nacional para defender mais de um nome a ser ofertado pela oposição ao eleitor. “Perguntem ao Aécio Neves [presidenciável do PSDB] se ele prefere enfrentar a Dilma sozinho ou com a Marina e o Eduardo Campos também sendo candidatos?”, observa.
O senador é defensor da teoria da divisão de candidatos no primeiro turno, para a união de todo o grupo num possível segundo turno. Com palanques separados, o desafio dos principais nomes postos na disputa é assegurar ou conquistar apoio dos partidos.
Os tucanos contabilizam em sua conta para 2014 o apoio do PMDB, PP, PR PPS e o Solidariedade, legenda em fase de criação. Já Petecão está sozinho com o PSD. O sonho de ter o PSB virou pesadelo na semana passada ao ter negado a possibilidade de comando socialista no Acre, e a tomada do nanico PSL por parte da Frente Popular.
Petecão, contudo, ainda acredita na possibilidade de Tião Bocalom desistir da ideia de disputar o governo e ser seu candidato ao Senado pelo Democratas.
Fábio Pontes.

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