quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Cheia no Madeira atinge parte da BR-364 e pode isolar o Acre

imageMais de mil pessoas tiveram que sair de suas casas em Porto Velho por causa da cheia do Rio Madeira, que alcançou 17,81 metros nesta quarta-feira (19). São 350 desabrigados e 711 desalojados, mas esse número pode ser ainda maior, segundo o Corpo de Bombeiros.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Lioberto Ubirajara Caetano, quatro municípios foram atingidos pela cheia, incluindo a capital, e nove distritos. Para atender a demanda de desabrigados, 12 abrigos atendem as pessoas; quatro igrejas e oito escolas. Os bairros mais alagados na capital são: Baixa da União, Mocambo, Cai N´água, Triângulo, Candelária e Nacional.
Os municípios de Nova Mamoré e Guajará-Mirim, distante cerca de 300 quilômetros da capital, são os mais prejudicados e estão parcialmente isolados, pois o desvio que foi feito para passagem de veículos já não suporta carros pesados.
Cerca de 200 homens do Exército estão atuando em conjunto com a Defesa Civil municipal, estadual e federal em uma ação coordenada, segundo Comandante da 17ª Brigada de Infantaria e Selva, coronel  Novaes.
Na primeira fase famílias estão sendo retiradas de áreas de risco, há cerca de uma semana nos bairros mais afetados em Porto Velho e em comunidades distantes como São Carlos e Nazaré, onde estão sendo distribuídas cestas básicas e outros mantimentos. “As comunidades em São Carlos e Nazaré fizeram um trabalho muito bonito. Eles mesmos se organizaram antes de chegar qualquer tipo de ajuda. Quando chegamos lá encontramos uma comunidade solidária”, afirma o comandante.
Por enquanto a Base Aérea de Porto Velho está ajudando no resgate dos atingidos pela cheia com apoio logístico do helicóptero do Exército. “Todas as necessidades da Defesa Civil estão sendo repassadas para o Ministério da Defesa e as missões alocadas da Força Aérea nós estamos realizando de acordo com a necessidade”, diz o  comandante da Base Aérea de Porto Velho, coronel Giancarlo.
Barcos da Capitania dos Portos ajudam o trabalho da Defesa Civil levando cestas básicas e fazendo o cadastramento das famílias desabrigadas junto com a Secretaria de Assistência Social, explica o capitão de corveta Luiz Reginaldo de Macedo da delegacia fluvial de Porto Velho.
O trabalho também está concentrado nas margens para verificação das condições de atracação dos barcos com mercadorias e passageiros, além de balsas de combustíveis, que passaram a utilizar barrancos para fazer a atracação, pois o terminal de passageiros foi interditado.
As informações são do G1 RO.

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